Você já ficou confuso ao ver um mesmo caso sendo diagnosticado de formas completamente diferentes por profissionais diferentes?
Na faculdade isso me deixava extremamente angustiado. Um profissional dizia que era um conflito com a mãe. Outro falava em pensamento distorcido. Um terceiro dizia que a pessoa se desconectou de si mesma. E eu ficava perguntando: quem está certo?
A resposta está na diferença entre diagnóstico teórico e diagnóstico ateórico.
O caso de Júlia
Júlia, 30 anos, trabalha em um escritório. Nos últimos 6 meses perdeu o interesse em atividades que antes amava, está isolada socialmente, com falta de energia, dificuldade para dormir e sentimentos de inutilidade. Tudo começou após o término de um relacionamento de 4 anos.
Qual é o diagnóstico de Júlia?
Depende de quem está olhando.
Na visão da Psicanálise: os sintomas de Júlia indicam um luto e conflito inconsciente não resolvido relacionado à perda do objeto amado.
Na visão da TCC: Júlia apresenta padrões de pensamentos distorcidos e crenças disfuncionais sobre si mesma, como a percepção de inutilidade e falta de propósito, que mantêm o ciclo depressivo.
Na visão da Gestalt: Júlia está desconectada de si. Após o término do relacionamento, perdeu a clareza sobre o que quer para si, sentindo-se sem direção.
Três abordagens diferentes. Três explicações diferentes. Mas os três chegaram à mesma palavra: depressão.
E aqui está o ponto central:
O que cada abordagem fez foi um diagnóstico teórico, que é específico da linguagem de cada linha terapêutica. Ele é fundamental para planejar o tratamento dentro da sua abordagem. Mas tem uma limitação: só facilita a comunicação com quem compartilha da mesma formação.
Já o diagnóstico ateórico é universal. É o que permite que um psicólogo, um psiquiatra, um enfermeiro e um professor falem sobre o mesmo caso sem ruídos de comunicação. Todos entendem o que é depressão. É isso que o DSM e a CID propõem.
O que você precisa guardar:
Diagnóstico teórico → linguagem da sua abordagem → essencial para o tratamento.
Diagnóstico ateórico → linguagem universal → essencial para a comunicação em equipe.
Você não precisa abrir mão de um para usar o outro. Eles se complementam.
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Você já ficou confuso ao ver um mesmo caso sendo diagnosticado de formas completamente diferentes por profissionais diferentes?
Na faculdade isso me deixava extremamente angustiado. Um profissional dizia que era um conflito com a mãe. Outro falava em pensamento distorcido. Um terceiro dizia que a pessoa se desconectou de si mesma. E eu ficava perguntando: quem está certo?
A resposta está na diferença entre diagnóstico teórico e diagnóstico ateórico.
O caso de Júlia
Júlia, 30 anos, trabalha em um escritório. Nos últimos 6 meses perdeu o interesse em atividades que antes amava, está isolada socialmente, com falta de energia, dificuldade para dormir e sentimentos de inutilidade. Tudo começou após o término de um relacionamento de 4 anos.
Qual é o diagnóstico de Júlia?
Depende de quem está olhando.
Na visão da Psicanálise: os sintomas de Júlia indicam um luto e conflito inconsciente não resolvido relacionado à perda do objeto amado.
Na visão da TCC: Júlia apresenta padrões de pensamentos distorcidos e crenças disfuncionais sobre si mesma, como a percepção de inutilidade e falta de propósito, que mantêm o ciclo depressivo.
Na visão da Gestalt: Júlia está desconectada de si. Após o término do relacionamento, perdeu a clareza sobre o que quer para si, sentindo-se sem direção.
Três abordagens diferentes. Três explicações diferentes. Mas os três chegaram à mesma palavra: depressão.
E aqui está o ponto central:
O que cada abordagem fez foi um diagnóstico teórico, que é específico da linguagem de cada linha terapêutica. Ele é fundamental para planejar o tratamento dentro da sua abordagem. Mas tem uma limitação: só facilita a comunicação com quem compartilha da mesma formação.
Já o diagnóstico ateórico é universal. É o que permite que um psicólogo, um psiquiatra, um enfermeiro e um professor falem sobre o mesmo caso sem ruídos de comunicação. Todos entendem o que é depressão. É isso que o DSM e a CID propõem.
O que você precisa guardar:
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Diagnóstico ateórico → linguagem universal → essencial para a comunicação em equipe.
Você não precisa abrir mão de um para usar o outro. Eles se complementam.
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